terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Justiça Eleitoral cassa o mandato do Prefeito de Curiúva

A Justiça Eleitoral cassou, nesta segunda-feira, (11), o mandato do prefeito Márcio da Aparecida Mainardes (foto), de Curiúva.
Ele e o vice perderam o mandato e o presidente da câmara, Marcelo Proença (PRP)assume a chefia do executivo nesta terça-feira, segundo a juíza local, Wanielza Mesquita Bueno.
Proença é do mesmo grupo político do cassado. Mainardes não quer comentar detalhes da decisão, mas já adiantou que vai recorrer.
A cassação do peemedebista deveu-se a irregularidades na prestação de contas da coligação PMDB/PSDB/PSB/PP, como falsificação de recibos e arrecadação de recursos financeiros depois do pleito junto a funcionários de cargos comissionados.
A ação foi proposta pelo Ministério Público Estadual.
Dirceu Bucco,candidato a prefeito da coligação PT/PTB/PDT/PSC,derrotada nas eleições de 2.008, comemorou, "foi feita Justiça", disse, evidenciando a alegria incontida.Fogos de artifício foram ouvidos durante toda a tarde e começo da noite na cidade.
O coordenador da campanha do oposicionista, José Manoel Gabriel Bueno, disse á imprensa na noite desta segunda, que o novo pleito trará normalidade jurídica ao município.

Mainardes é um homem envolvido em polêmicas. Em outubro do ano passado, a Polícia Federal cumpriu seis mandados de busca e apreensão na residência do prefeito em busca de documentos que comprovassem abertura de empresas em nomes de terceiros (laranjas), além de suspeitas de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
Em julho de 2.008, a Primeira Câmara do Tribunal de Contas do Estado do Paraná aprovou parecer técnico pela desaprovação das contas de 2007 do prefeito, que exerceu o mandato 2005-2008 e foi reeleito para a gestão 2009-2012.
A decisão, por unanimidade, foi encaminhada para o parecer da Câmara de Vereadores, a quem caberia o julgamento das contas do Executivo.
Além da extrapolação no salário do prefeito e do vice, a Prefeitura superou o limite com a folha de salários imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, de 54% da receita corrente líquida – esse índice chegou a 57% no mês de abril – e descumpriu a determinação de retornar aos patamares legais em dois quadrimestres. Outras irregularidades foram a falta de repasse, ao regime previdenciário municipal.
Ele ainda se envolveu em conflito pessoal, sem maiores conseqüências, com o ex-delegado da cidade, José de Aquino Figueiredo.

fonte: TANOSITE

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