A onda de furtos de gado que vem ocorrendo no Norte Pioneiro deixou de ser apenas caso de polícia. Preocupada que a população possa estar consumindo carne de gado abatido clandestinamente, a 19ª Regional de Saúde de Jacarezinho, que tem jurisdição em 22 municípios da região, está determinando que as Vigilâncias Sanitárias intensifiquem as vistorias principalmente em açougues. “A situação é extremamente grave, estou enviando um ofício a todas as unidades da Vigilância Sanitária para que intensifiquem a fiscalização nos estabelecimentos que comercializam carne bovina”, disse Adão Jair Fioravamte, responsável pelo Serviço de Vigilância Sanitária em Serviço.
Segundo Fioravante, um dos riscos da carne proveniente de animais abatidos clandestinamente é a transmissão de doenças contagiosas como tuberculose, brucelose ou ainda a cisticercose da carne suína, entre outras moléstias graves. Além de determinar que as unidades da Vigilância Sanitária intensifiquem a fiscalização em açougues, Fioravante também faz algumas orientações importantes à população.
Segundo ele, ao comprar carne, o consumidor deve sempre observar se o produto contém o carimbo do SIF (Serviço de Inspeção Federal) –que permite a comercialização da carne em todo território brasileiro-, ou do SIP (Serviço de Inspeção do Paraná) –que autoriza a comercialização do produto dentro do Estado do Paraná-. “É um carimbo azul aplicado diretamente na carne. Essa marca é a prova de que o produto foi inspecionado antes de chegar ao varejo”, explica Fioravante.
Apesar de tomar a iniciativa de determinar que a fiscalização seja intensificada, ele diz que ainda não foi comunicado, oficialmente, pela polícia sobre os furtos dos gados. “Geralmente, somos informados sobre situações desse tipo. Mas como já estamos a par da situação por meio deste jornal, decidimos determinar que as vigilâncias intensifiquem a fiscalização”, ressalta.
Furtos
As ocorrências de furtos de gado se agravaram nos últimos dois meses. Depois do registro de furto de garrotes e novilhas em várias propriedades da região de Jundiaí do Sul, agora os bandidos estão agindo na área de Joaquim Távora. Na semana passada, furtaram as três vacas e um boi de um sítio. A produção de leite das vacas era o único sustento de uma família, que ainda estava terminando de pagar por um dos animais.
Em Joaquim Távora, a polícia conseguiu chegar a um suspeito de invadir um pasto e matar uma vaca com dois tiros na cabeça. Depois de cortar a parte traseira, o animal foi deixado apodrecendo no local. Nesta terça-feira, ladrões tentaram furtar 21 cabeças de gado de uma propriedade rural de Quatiguá. Os animais chegaram a ser colocados dentro de um caminhão, mas o furto acabou sendo frustrado porque vizinhos do sítio perceberam. Com medo de serem pegos, os bandidos abandonaram o caminhão e fugiram num carro que estava dando cobertura aos ladrões. Um dos detalhes que vem revoltando as vítimas, é a crueldade dos marginais. A maioria das vacas furtadas e mortas, como ocorreu em Joaquim Távora, estava prenha e iria parir alguns dias depois. Uma das vítimas ficou tão chocada que teve problemas de saúde e está à base de remédios. Os casos estão sendo investigados pela polícia de toda a região, mas até o momento ninguém foi preso.
Fonte: Tribuna do Vale
Fonte: Portal JNN







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