A polícia prendeu na quarta-feira à tarde, em Quatiguá, um homem acusado de ser um estelionatário que vinha aplicando golpes em toda a região. Alexandro dos Santos, 28 anos, conhecido por 171, foi detido por dois comerciantes que o acusam de tentar fazer uma compra com um cheque roubado no valor de R$920,00. A Polícia Militar foi acionada e encaminhou o caso para a 35ª Delegacia de Polícia de Joaquim Távora, onde ele foi indiciado por estelionato, artigo 171 do Código Penal, e recolhido à carceragem. O delegado Rubens José Perez divulgou a foto do acusado para alertar a população. Segundo ele, as pessoas que tiverem caído no golpe e reconhecê-lo devem procurar a delegacia mais próxima para dar queixa. Segundo o delegado, Santos é natural de Ibaiti e, comprovadamente, aplicou golpes em Siqueira Campos, Conselheiro Mairinck, Jaboti e Ribeirão do Pinhal, entre outras localidades. Os locais mais recentes, de acordo com o delegado, por onde Santos passou foi Joaquim Távora, no último dia 1º de julho, onde teria aplicado golpe em dois estabelecimentos comerciais, e em Quatiguá, onde acabou sendo preso. Segundo Perez, os golpes eram aplicados da seguinte maneira. Ele adquiria cheques furtados ou roubados de outras praças, fazia compras e pedia troco. Com ele, o delegado encontrou dois talonários em branco e outros dois preenchidos de Joinvile-SC, Guarapuava e Irati – PR. Com os cheques em mãos, Santos dirigia-se aos estabelecimentos comerciais para aplicar os golpes. “Em cada lugar ele inventava uma história diferente, dizendo que conhecia pessoas da cidade, que tinha vínculos naquela localidade e, dessa forma, acabava ganhando a confiança do comerciante”, diz Perez. No golpe aplicado em Joaquim Távora, por exemplo, segundo o delegado, Santos inventou que estava reformando sua casa e fez uma compra de materiais de construção de R$500,00. Para pagar, ele deu um cheque de R$ 920,00 e pegou R$ 420,00 de troco. Quando a loja foi fazer a entrega dos produtos, descobriu que o endereço simplesmente não existia. “Foi assim que começaram a aparecer as queixas de estelionato contra ele. Detalhe interessante é que o valor de R$ 920,00 é a marca registrada dele. A maioria dos cheques que ele soltou foi nesse valor”, salienta Perez. Em outra loja, do ramo de autopeças, ele comprou quatro amortecedores, deu um cheque também de R$ 920,00 e ficou com o troco. Nesta quarta-feira, quando foi preso, segundo o delegado, Santos saiu de Ribeirão do Pinhal, acompanhado da namorada, e foi até Quatiguá para dar o golpe. Para se deslocar de uma cidade a outra eles pegaram um táxi. Inicialmente, Santos tentou lesar o dono de uma loja de informática. “Ele disse que queria comprar uma antena parabólica e uma televisão. Para isso, preencheu um cheque de R$ 920,00 para pagar a conta. Porém, ao perceber que o comerciante iria consultar o cheque, ele tomou-o da mão do dono do estabelecimento e foi embora”, explica o delegado. Em seguida, Santos foi a outra loja, desta vez, do ramo de motocicleta. “Ele inventou que tinha caído um tombo de moto, precisava comprar várias peças e iria pagar com um cheque de R$ 920,00”, conta Perez. No entanto, o comerciante da loja de informática, onde Santos havia entrado anteriormente, ficou desconfiado e entrou em contato com o dono de uma loja de móveis, também em Quatiguá, que já tinha sido vítima do golpe. Ele contou o que havia acontecido e, pela descrição física, o dono da loja de móveis não teve dúvidas de que se tratava da mesma pessoa. Eles descobriram que Santos estava na loja de motocicleta e foram até o local. Os próprios comerciantes acabaram segurando Santos e chamaram a polícia. Segundo o delegado, ele nega tudo, diz que é vendedor de doces mineiros e que os cheques encontrados com ele foram adquiridos com a venda dos produtos. Para o delegado, somente com os golpes já registrados, Santos deve ter lucrado em torno de R$ 2,5 mil. Fonte: Tribuna do Vale |







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